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África

Anistia Internacional denuncia uso de armas químicas no Sudão

media Mais de 200 habitantes do Darfur, incluindo dezenas de crianças, morreram desde janeiro em ataques com armas químicas, segundo a Anistia Internacional. REUTERS/Mohamed Nureldin Abdallah

A Anistia Internacional acusa as forças do governo do Sudão de realizar ataques com armas químicas em uma zona montanhosa do Darfur. Os ataques mataram até 250 civis, aponta relatório da Ong publicado nesta quinta-feira (29).

O documento da Anistia Internacional evoca ao menos 30 ataques com armas químicas nos povoados da região de Djebel Marra, entre janeiro e setembro de 2016, em meio a uma vasta campanha militar contra os rebeldes do Exército de Liberação do Sudão. O relatório exibe imagens de crianças com queimaduras, povoados destruídos e pessoas deslocadas, além de depoimentos de mais de 200 sobreviventes e de especialistas em armas químicas.

A Ong diz que essas são provas "da utilização repetida, nos últimos oito meses, do que parecem ser armas químicas contra civis (...) pelas forças sudanesas em uma das regiões mais isoladas do Darfur". A maioria dos 200 a 250 mortos pela exposição a agentes químicos é provavelmente de crianças. Para a Anistia, esses ataques merecem ser considerados como "crimes de guerra" e "crimes contra a humanidade".

O documento ainda acusa as forças sudanesas de outros crimes, como assassinatos, sequestros e estupro de mulheres. O governo sudanês rejeitou veementemente as acusações, chamando de incorretas as informações da Anistia.

Mais de dez anos de conflito

O Darfur é palco de um conflito sangrento desde 2003, quando rebeldes de minorias étnicas pegaram em armas contra o governo de Cartum, controlado pela maioria árabe. O presidente sudanês, Omar el Bechir, lançou desde então uma violenta repressão e a ONU estima que os combates já deixaram 300 mil mortos e 2,5 milhões de deslocados nesta região composta por cinco Estados.

Bechir, acusado pela Corte Penal Internacional de crimes de guerra e contra a humanidade no Darfur, proclamou no início de setembro que a paz havia retornado à região. Cartum limita o acesso de jornalistas à área de conflito, mas uma missão conjunta das Nações Unidas e da União Africana (MINUAD) está em Darfur desde 2007.

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