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África

Zuma devolve dinheiro desviado em obras de sua casa, mas será suficiente?

media O presidente Jacob Zuma ficou impassível no Parlamento enquanto deputados da oposição o acusaram de desvio de dinheiro público. REUTERS/Mike Hutchings

A oposição na África do Sul não ficou satisfeita com o desfecho do escândalo de desvio de dinheiro público envolvendo o presidente Jacob Zuma, do Congresso Nacional Africano, partido de Nelson Mandela. Condenado pela justiça sul-africana a devolver parte da quantia usada em obras milionárias em sua casa, Zuma anunciou na terça-feira (12) o reembolso de US$ 542 mil ao Banco Central do país.

O ato, porém, não foi suficiente para acalmar as críticas dos adversários políticos, que além de argumentarem que a devolução é o reconhecimento da corrupção do presidente, também querem saber a origem do dinheiro. Um comunicado oficial da presidência informou que Zuma não recorreu a amigos e familiares para pagar a dívida, mas pegou um empréstimo no banco.

No início de abril, Zuma foi objeto de um pedido de impeachment por causa da polêmica obra em sua casa. A reforma consumiu US$ 24 milhões, conforme apurou a justiça. A soma milionária teria sido utilizada na construção de um galinheiro e de uma piscina. À justiça, Zuma alegou que a piscina serviria de reserva de água em caso de incêndio.

O líder do principal partido de oposição, a Aliança Democrática, afirmou que o presidente deve provar que foi
pessoalmente implicado no ressarcimento do Estado e que o empréstimo do banco não é apenas um contrato de fachada. A legenda também alega que mesmo que tudo esteja em ordem, o caso não se encerra aqui, pois seria apenas a ponta do iceberg de "uma grande epidemia de corrupção". O valor devolvido corresponde a apenas 2% do custo estimado das obras na mansão do líder sul-africano.

Em uma sessão parlamentar convocada para Zuma dar explicações, o líder sul-africano se queixou do comportamento dos deputados. "Em vez de responder a perguntas, sou obrigado a ficar sentado ouvindo pessoas me chamarem de criminoso e ladrão. Penso que esta Casa deve agir. Se vocês não estão interessados no que tenho a dizer, não me chamem para dar esclarecimentos." 

Por causa do escândalo, o oposicionista Julius Malema, do Partido Radical, exige a demissão de Zuma.

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