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África

Encontrada com vida primeira estudante sequestrada pelo Boko Haram

media Estudante que escapou do Boko Haram em 2014 identifica suas colegas de classe em vídeo do grupo radical islâmico. REUTERS/Stringer/File photo

Foi encontrada com vida na tarde desta terça-feira (17) uma das 219 estudantes sequestradas pelo grupo de rebeldes radicais islâmicos Boko Haram na região de Chibok, no nordeste da Nigéria. É a primeira vez que uma das adolescentes desse grupo é encontrada sã e salva, segundo o exército nigeriano.

A adolescente, Amina Ali, foi encontrada na zona florestal de Sambisa, no estado de Borno, reduto do grupo Boko Haram, informou Tsambido Hosea Abana, um dos responsáveis em Chibok pelo movimento BringBackOurGirls. Ali foi levada até o povoado de Mbalala, perto de Chibok.

"Ela se reuniu com seus pais, que a identificaram, antes de ser levada a uma base militar de Damboa", disse à AFP Alamson Chibok, um dos chefes da comunidade local. Amina tinha 17 anos quando foi sequestrada, em 14 de abril de 2014. Outras meninas de Chibok ainda estavam na floresta de Sambisa, que foi alvo de várias operações do exército nigeriano nas últimas semanas.

As “meninas de Chibok”

As chamadas “meninas de Chibok” são as vítimas mais tragicamente famosas do Boko Haram. Em abril de 2014, militantes do grupo sequestraram 276 adolescentes de uma escola de Chibok, fato que comoveu o mundo inteiro. Poucas horas depois do ataque, 57 delas conseguiram fugir.

Não havia notícias das outras 219 até abril desse ano, quando os radicais islâmicos enviaram um vídeo como "prova de vida" ao governo nigeriano. A gravação teria sido supostamente feita em maio de 2014.

Casamentos forçados, estupros e bombas

Os radicais do Boko Haram utilizam o sequestro como arma. Desde 2009, o grupo é tido como responsável pelo desaparecimento de pelo menos 2 mil pessoas, numa onda de violência que já produziu mais de 20 mil mortos.

Segundo o canal de televisão inglês CNN, responsável por divulgar o vídeo que identifica as 219 adolescentes sequestradas pelo grupo, as garotas são mantidas em cativeiro e forçadas a se “casar” com integrantes da facção armada. Os casamentos nada mais são do que pretextos para anos de estupros de cada “marido”.

Num determinado momento, as adolescentes são autorizadas a se candidatarem para cometerem atentados suicidas. Muitas delas preferem essa última opção a continuar vivendo em cativeiro.

Boko Haram, significa, no dialeto do norte da Nigéria, “a educação ocidental é um pecado”.
 

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