Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 18/08 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 18/08 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 18/08 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/08 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 17/08 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 17/08 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 17/08 09h33 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Brasil influencia internacionalização da literatura angolana

Brasil influencia internacionalização da literatura angolana
 
O escritor angolano José Eduardo Agualusa, indicado para o Man Booker Prize de 2016. DR

As visitas de autores angolanos ao Brasil já são incontáveis e nós escolhemos dois dos que mais frequentam o Brasil para uma breve conversa centrada na atual internacionalização literária angolana: José Eduardo Agualusa e Lopito Feijóo.

Jonuel Gonçalves, para a RFI

Modesto, Agualusa comentou a indicação da versão em inglês de seu livro "Teoria geral do esquecimento", lançado no Brasil pela Foz, em 2012, para o prestigiado prêmio britânico Man Booker Prize de 2016, na categoria de ficção. O jornalista, escritor e editor angolano lembrou que "por se tratar de uma ficção traduzida, os organizadores também reconhecem o trabalho do tradutor".

Agualusa sentiu-se mais à vontade para chamar a atenção para a qualidade dos concorrentes. Ele afirmou ter ficado satisfeito de figurar na lista do Booker ao lado do brasileiro Raduan Nassar, que concorre com "Um copo de cólera", da Companhia das Letras. E lembrou que Nassar só teve dois de seus romances traduzidos para o inglês há pouco tempo.

Já Lopito Feijóo sente que o Brasil está cada vez mais aberto à literatura angolana, por causa da crescente valorização das raízes afrobrasileiras.

Influências recíprocas entre autores angolanos e brasileiros

No final dos anos 1940, a literatura angolana reemergia após anos de letargia em larga medida provocada pela censura colonial portuguesa. Poesia e pequenos contos marcaram esse recomeço, limitado a pequenas publicações locais e, às vezes, até fotocópias entre amigos. Surgiu então uma grande exceção: a revista literária “Sul”, de Florianópolis, que publicou vários textos angolanos, inclusive de escritores que pouco depois se tornariam conhecidos, como Luandino Vieira, Viriato da Cruz e Antonio Cardoso.

Na década de 1960, uma editora brasileira publicou um dos primeiros romances angolanos de autoria de Manuel Lima, então envolvido na guerra pela independência. Mas foi a partir dos anos 1990 que a literatura angolana passou a ter edições regulares e muitos leitores no Brasil. Nomes como Pepetela, José Eduardo Agualusa, Ondjaki, Luandino, Ruy de Carvalho estão entre eles.

Ao mesmo tempo, ensaios literários brasileiros passaram a incluir a literatura de Angola, depois que professores fizeram viagens ao país africano para conhecer de perto as obras dos colegas lusófonos. Ao retornarem ao Brasil, esses professores introduziram o material recolhido em sala de aula.


Sobre o mesmo assunto

  • Brasil-África

    Filme sobre independência angolana fala sobre participação brasileira

    Saiba mais

  • Brasil-África

    “Falta gente na área de comunicação em Angola”, diz jornalista brasileiro

    Saiba mais

  • Brasil-África

    Viagem pitoresca por Angola mostra presença do Brasil no país

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.