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África

Atentado em praia da Costa do Marfim visou a França

media Policiais patrulham praia de Grand-Bassam, onde atentado do grupo Aqmi deixou ao menos 18 mortos. REUTERS/Joe Penney

Os atentados ocorridos neste domingo (13) na praia de Grand-Bassam, na Costa do Marfim, tiveram um objetivo simbólico: atingir a França e desafiar a estratégia militar francesa de combate ao terrorismo jihadista em países da região do Sahel, no norte e oeste da África.

Os ataques armados contra três hotéis de luxo na localidade de Grand-Bassam, a 40 km de Abidjan, capital econômica do país, foram reivindicados pelo grupo terrorista Al Qaeda do Magreb Islâmico (Aqmi). Um grupo de homens armados abriu fogo na praia, frequentada por famílias ricas de Abidjan e turistas estrangeiros, principalmente ocidentais, deixando 18 mortos - 15 civis e três policiais. Um francês, funcionário de uma empresa do grupo Bolloré, está entre as vítimas fatais, assim como uma alemã, diretora do Instituto Goethe de Abidjan. 

Analistas afirmam não ter dúvidas de que os atentados visaram a França. Grand-Bassam foi o primeiro porto francês na África, em meados do século 19. A partir de 1893, tornou-se o primeiro centro administrativo colonial. A localidade possui um bairro chamado "França", com mansões da época e um hotel chamado "Petit Palais", além de um museu de missionários e um cemitério francês.

O africanista Antoine Glaser, que acaba de lançar o livro "Arrogante como um francês na África" (editora Fayard), afirma que atacar a Costa do Marfim "é uma maneira de atingir o aliado histórico da França na região". Com quatro bases militares e 600 soldados franceses nos arredores de Abidjan, Glaser disse ter ficado surpreso que os resorts na praia fossem tão pouco protegidos.

Objetivo foi atingir interesses empresariais franceses

Segundo o africanista, a Al Qaeda enviou como mensagem ao presidente François Hollande: "apesar de a França combater jihadistas no Mali e no Níger, o grupo consegue atingir locais de forte interesse econômico para empresas franceses, como é o caso da Costa do Marfim".

Em janeiro, o chefe do Aqmi Yahya Abu El Hamame declarou ao site "Al-Akhbar", da Mauritânia, que o grupo iria atacar "cristãos" e atingi-los em qualquer lugar. Para o especialista em jihadismo Isselmou Ould Salihi, os atentados deste domingo "eram mais do que previsíveis".

O presidente Alassane Ouattara faz nesta segunda-feira uma reunião extraordinária para avaliar eventuais falhas de segurança que facilitaram a tragédia, e verificar se os jihadistas contaram com a cumplicidade de empregados dos hotéis e agentes de segurança.

A ação dos extremistas do grupo Aqmi em Grand-Bassam é a mais recente de uma séroe que visou turistas ocidentais em Sousse, na Tunísia, em Bamako, no Mali, e Uagadagu, em Burkina Fasso.

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