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África

Ataque contra balneário turístico na Costa do Marfim deixa 16 mortos

media O presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, visita o balneário Grand Bassam, alvo de um ataque terrorista neste domingo, 13 de março de 2016. © REUTERS/Luc Gnago

Ao menos 14 civis e dois militares foram mortos neste domingo (13) em um ataque contra o balneário de Grand-Bassam, ao leste de Abidjan, capital da Costa do Marfim. O grupo Al Qaeda no Magreb Islâmico (Aqmi) reivindicou o ataque ao resort. Ao menos quatro europeus, entre eles um francês, estão entre as vítimas.

O presidente marfinense, Alassane Ouattara, que visitou o local do ataque lamentou o balanço trágico: "Os terroristas conseguiram matar 14 civis, e nós perdemos dois membros das forças especiais", declarou. Ele acrescentou que seis agressores foram mortos pelas forças de segurança após terem atacado três hotéis do balneário.

Os terroristas, fortemente armados e encapuzados, chegaram ao local pela praia. O balneário de Grand-Bassam é frequentado pelos ocidentais e fica lotado nos dias de domingo, principalmente no verão.

O presidente francês, François Hollande, denunciou com firmeza "este covarde atentado", que causou a morte de "pelo menos um francês”. "A França forneceu seu apoio logístico e de Inteligência à Costa do Marfim (…). O país continuará e intensificará sua cooperação com seus parceiros na luta contra o terrorismo", de acordo com a nota divulgada pela Presidência francesa.

Al Qaeda reivindica atentado

O atentado contra o balneário foi reivindicado neste domingo pela internet. O texto postado pela Aqmi indica que “três ‘heróis’ do grupo puderam atacar a estação balneária”, revelou um site que observa as comunicações entre grupos armados islâmicos na internet. A diferença entre o número de agressores indicado pela Aqmi e pelo governo marfinense não foi ainda explicada pelas autoridades.

O ataque lembra o atentado contra o balneário de Sousse, na Tunísia, que deixou 38 mortos em 26 de junho de 2015 e foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico. Ele também acontece após várias ações terroristas contra locais frequentados por ocidentais em países do oeste da África.
 

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