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África

Camarões afirma ter libertado 900 reféns do Boko Haram

media Soldados das Forças Armadas de Camarões atuam contra Boko Haram na fronteira com a Nigéria. RFI/Nicolas Champeaux

O exército camaronês anunciou nesta quarta-feira (2) que 900 reféns detidos pelo grupo Boko Haram foram libertados durante uma operação no norte de Camarões. As forças armadas também informaram que “centenas” de extremistas foram mortos na ação. As autoridades do país também apreenderam bandeiras do grupo Estado Islâmico.

O ministério da Defesa de Camarões informou por meio de um comunicado que a operação especial contra os combatentes do Boko Haram em áreas da fronteira com a Nigéria foi realizada de 26 a 28 de novembro. Segundo o ministro camaronês da Defesa, Joseph Beti Assomo, a ação “permitiu neutralizar mais de uma centena de jihadistas". 

Ainda de acordo com um comunicado, a ação também ajudou a "libertar cerca de 900 reféns, apreender um grande carregamento de armas e munições, bem como bandeiras do Estado Islâmico". Nenhum detalhe foi fornecido sobre o perfil destes "reféns" e o balanço da operação militar não pôde ser confirmado por nenhuma fonte independente.

Camarões, que faz parte da força militar regional anti-Boko Haram, tem sido palco nas últimas semanas de vários ataques lançados pelo grupo extremista em suas fronteiras, principalmente no norte do país. Um dos mais recentes foi um duplo atentado terrorista na noite de terça-feira (1°), que deixou pelo menos três mortos.

Extremistas rapitaram centenas de mulheres

Há vários anos o grupo Boko Haram promove atentados em vilarejos entre a Nigéria e Camarões. A ação do grupo chamou a atenção do mundo, principalmente em abril de 2014, quando os extremistas raptaram de uma só vez cerca de 280 mulheres e meninas, estudantes de um internato católico da localidade nigeriana de Chibok.

Cerca de 8.700 soldados camaroneses, mas também do Chade, Níger, Nigéria e Benin fazem parte da força internacional que luta contra os extremistas.

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