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África

Energias renováveis: França promete € 2 bi à África

media François Hollande e Ségolène Royal durante a reunião com líderes africanos na COP 21. RFI/Pierre René-Worms

Às margens da programação oficial da COP 21, o presidente francês François Hollande encontrou nesta terça-feira (1º) 12 chefes de Estado da África e se comprometeu a investir € 2 bilhões em energias renováveis no continente até 2020.

Anissa el-Jabri e Florence Morice, enviados da RFI a Le Bourget.

A soma representa uma alta de 50% nos compromissos bilaterais franceses dos últimos cinco anos. Ainda não se sabe quanto desse valor será de doações ou de empréstimos, mas o anúncio responde a uma demanda dos dirigentes africanos, que se mostravam preocupados sobre a capacidade de seus países de estar à altura dos investimentos exigidos pela COP 21.

Em um encontro anterior de preparação para a conferência, em Bonn, na Alemanha, alguns destes líderes haviam classificado o plano francês para a África de insuficiente. Agora, na Conferência do Clima, Hollande tratou de usar palavras de conciliação. “Nós temos uma dívida ecológica com o continente”, disse o presidente francês.

Um bilhão para se adaptar à mudança climática

Além do investimento, outros projetos anunciados no encontro desta terça-feira já tem datas e detalhes precisos. Por exemplo, um programa de energia hidrelétrica na barragem do Kénié, no Mali, e o desenvolvimento de energia solar no Senegal. Os dois países, ao lado de Mauritânia, Niger e Chade, também se beneficiarão de projetos de irrigação até 2017.

Pelo menos a metade dos € 2 bilhões serão investidos na adaptação às alterações do clima, que já trazem consequências significativas para o continente, como a desertificação de algumas áreas. Uma das mais afetadas é a do lago Chade, que fornece água para cerca de 20 milhões de pessoas em quatro países. No encontro, muito chefes de Estado lembraram a relação entre a desertificação do lago e a insegurança na região do Sahel, a faixa que atravessa a África Subsaariana de oeste a leste e que fica no limite do deserto do Sahara.

Os anúncios do governo francês foram vistos com certo ceticismo por Romain Benicchio, representante da ONG Oxfam International, que luta contra pobreza global. Segundo ele, os investimentos são uma boa notícia, mas a maioria dos projetos já havia sido anunciada anteriormente.

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