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África

500 dias após serem raptadas pelo Boko Haram, meninas seguem desaparecidas

media Militantes do movimento Bring Back Our Girls, durante uma manifestação em Abuja, no último dia 21 de agosto. REUTERS/Afolabi Sotunde

A Nigéria lembra nesta quinta-feira (27) os 500 dias do sequestro das mais de 200 estudantes da cidade de Chibok pelo grupo extremista Boko Haram. Apesar da grande mobilização internacional, e dos esforços militares dos países da região, ninguém mais teve notícias das jovens. Para especialistas, já não há mais esperanças de que as meninas sejam encontradas.

Em 14 de abril de 2014, membros do Boko Haram invadiram uma escola de Chibok, no estado de Borno, e sequestraram 276 adolescentes. Apenas 57 garotas conseguiram fugir e as outras foram levadas para o reduto dos jihadistas, que ainda domina parte do nordeste da Nigéria.

O destino exato das meninas é incerto. Um mês depois do rapto, o grupo publicou um vídeo no qual mostrava uma dezena delas vestidas de preto, recitando o Alcorão. Há informações de que muitas delas se casaram com os radicais ou foram vendidas como escravas. Militantes de direitos humanos dizem que elas também são usadas como bombas humanas em atentados.

Bring Back Our Girls

Logo depois do sequestro, uma ampla campanha internacional , a "Bring Back Our Girls" (tragam de volta nossa meninas, em português) ganhou apoio de personalidades como a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, e a atriz americana Angelina Jolie.

Nesta quinta-feira, o movimento planeja organizar uma grande marcha em Abuja, capital da Nigéria, com o objetivo de lembrar os 500 dias do rapto.

Para os ativistas, ainda há esperanças. A porta-voz do grupo, Aisha Yesufu, lembrou que o novo presidente nigeriano, Muhamadu Buhari, deu sua palavra de que fará todo o possível para que as meninas sejam resgatadas e devolvidas aos seus pais, para que possam retornar à escola e seguir com suas vidas. "Esperamos que o novo governo faça o que precisa ser feito", acrescentou.

Combate ao Boko Haram

No início de 2015, o exército nigeriano, apoiado por contingentes de países vizinhos, especialmente do Chade e do Camarões, lançou lançou uma ofensiva que conseguiu expulsar o Boko Haram dos núcleos urbanos. Centenas de pessoas que haviam sido sequestradas pelos jihadistas foram libertadas nestas operações, mas as meninas seguem desaparecidas.

Os militares nigerianos afirmam que as estudantes de Chibok estão nos arredores da floresta de Sambisa, no nordeste da Nigéria, mas que uma operação para libertá-las colocaria suas vidas em risco.

Segundo as organizações de direitos humanos, o Boko Haram sequestrou mais de duas mil pessoas em quatro anos, embora se estime que cerca da metade já foi libertada.

Há alguns meses, os extremistas foram expulsos de vários territórios no nordeste da Nigéria, nos quais haviam se instalado desde o início de sua ofensiva, em 2009.

"Já não há esperanças"

Para o analista de segurança Fulan Nasrullah, especialista no grupo Boko Haram, "já não há esperança" de encontrar as meninas de Chibok.

"A maioria engravidou e foi obrigada a se casar com seus sequestradores. Muitas outras foram vendidas no mercado mundial do sexo e provavelmente estão sendo prostituídas no Sudão, Dubai ou Cairo", disse o especialista.

O analista aponta que outras das garotas sequestradas devem ter morrido tentando escapar de seus captores ou que tenham sido vítimas de bombardeios aéreos que os militares lançam contra os acampamentos dos jihadistas.

(Com informações da AFP)

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