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África

Desigualdade de gêneros barra o desenvolvimento, diz ONU

media O secretário-Geral Ban Ki-moon (d), junto à presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, durante a Conferência da ONU sobre o Financiamento do Desenvolvimento, na Etiópia. REUTERS/Tiksa Negeri

O aumento dos investimentos em igualdade de gênero promoveria mais crescimento econômico e desenvolvimento sustentável, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na 3ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento. O evento acontece na capital da Etiópia, Adis-Abeba, até essa quinta-feira (16).

Em um painel paralelo da ONU Mulheres e do Banco Mundial sobre financiamento para igualdade de gênero, Ban Ki-moon, declarou que "está claro" que faltam investimentos para promover a paridade de direitos entre homens e mulheres. Ele disse que "lacunas persistentes em igualdade de gênero (..) têm sido uma barreira para o cumprimento pleno de cada um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio".

O secretário-geral lembrou que, atualmente, menos de 10% da assistência oficial ao desenvolvimento é voltada para mulheres. Ele afirmou ainda que muitas políticas de igualdade de gênero acabam não saindo do papel por falta de recursos.

Mais ação nas empresas

Ban ressaltou que o setor privado poderia aumentar a sua contribuição, tanto financeiramente, quanto através de mudanças na gestão, oferecendo postos de trabalho equivalentes à qualificação das mulheres, com salários compatíveis com os pagos aos homens e incentivos à liderança feminina. O secretário-geral destacou que o documento final do evento, chamado Agenda de Ação de Adis-Abeba, vai abordar a necessidade de se investir em políticas e leis que garantam os direitos iguais para as mulheres, além da participação e liderança delas na economia.

Durante quatro dias, os representantes dos 193 Estados-membros das Nações Unidas tentarão definir as grandes linhas de um acordo global de financiamento do desenvolvimento sustentável, que deve ser adotado em Nova York, em uma cúpula nos dias 26 e 27 de setembro. Encontros preliminares ocorreram no México, em 2002, e no Catar, em 2008.

Ricos não cumprem metas

O maior objetivo é planejar o fim da miséria extrema no mundo até 2030. O número de pessoas atingidas é estimado em 1 bilhão, em todo o planeta. Para isso, será necessário que os países concordem sobre como financiar o desenvolvimento nas nações mais pobres. Até o momento, as negociações encontram-se em um impasse.

Os países ricos querem aumentar a parte da iniciativa privada e melhorar a eficiência do recolhimento de recursos pelos países afetados. Além disso, desejam que os países emergentes, como o Brasil e a China, contribuam mais para ajudar aqueles que estão em desenvolvimento.

Por outro lado, os ricos são cobrados por não cumprirem a meta de fornecer 0,7% do PIB em ajuda para o desenvolvimento dos países pobres. Esse objetivo foi fixado há 13 anos, mas é pouco respeitado. A França, por exemplo, destina apenas 0,36% das suas riquezas para esse fim.

Com informações da Rádio ONU
 

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