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África

Bujumbura, cidade-fantasma

media Bujumbura, neste 14 de Maio de 2015. REUTERS/Goran Tomasevic

A situação permaneceu confusa no Burundi esta quinta-feira na sequência do anúncio ontem da destituição do Presidente Nkurunziza por um grupo de militares chefiado por um dos seus antigos braços direitos, o general Godefroid Niyombare, tendo sido até agora difícil determinar o desfecho desta tentativa de golpe de Estado.  

Depois do anúncio ontem da destituição do presidente, numerosos manifestantes deixaram explodir a sua alegria nas ruas de Bujumbura. Pierre Nkurunziza tem sido alvo de uma intensa contestação depois de anunciar a sua candidatura às presidenciais previstas para 26 de Junho, os seus adversários considerando que esta terceira candidatura contraria os preceitos definidos nos acordos de paz de Arusha de 28 de Agosto de 2000. Contudo, depois da euforia de uma parte da população, chegaram os confrontos ferozes entre os militares fiéis ao presidente e os soldados que apoiam os golpistas, o balanço sendo até ao momento de 3 mortos.

O general Godefroid Niyombare mandou encerrar o aeroporto de Bujumbura e as fronteiras, o presidente Nkurunziza ausente do país para participar ontem numa cimeira regional na Tanzânia, permaneceu naquele país em parte incerta havendo entretanto notícias dando conta do seu eventual regresso ao país, e Bujumbura tem sido palco desde ontem de combates para o controlo de pontos estratégicos como estações de rádio e de televisão, a capital tendo assumido hoje a aparência de uma cidade-fantasma.
Eis o relato de Agostinho Zacarias, coordenador do sistema das Nações Unidas e representante residente do PNUD em Bujumbura.

Agostinho Zacarias, coordenador do sistema das naçoes unidas e representante residente do PNUD em Bujumbura 14/05/2015 Ouvir

O epílogo desta tentativa de golpe de Estado é neste momento difícil de antever dadas as incertezas sobre o equilíbrio de forças entre as partes em conflito. O presidente Nkurunziza que comanda o país há dez anos gozava de uma forte popularidade no interior do seu país, mas as suas veleidades de brigar um terceiro mandato poderiam ter alterado este quadro. Eis o seu retrato por Leonardo Silva.

Retrato de Pierre Nkurunziza por Leonardo Silva 14/05/2015 Ouvir

Por outro lado, também é difícil determinar a força real do mais directo adversário do presidente, o general Godefroid Niyombare. Antigo colaborador próximo de Pierre Nkurunziza, o general tinha aconselhado o presidente a não se candidatar novamente às eleições, o que lhe valeu o seu recente afastamento das suas antigas funções de chefe dos serviços de inteligência do país. Eis o seu retrato por Marco Martins.

Retrato de Godefroid Niyombaré por Marco Martins 14/05/2015 Ouvir

Neste contexto ainda confuso em Bujumbura, aumenta a preocupação a nível internacional. Reunido hoje de urgência, o Conselho de Segurança da ONU, condenou firmemente a tentativa de golpe e apelou à calma, os Estados Unidos consideraram que Pierre Nkurunziza continua a ser o "presidente legítimo do Burundi" e a França apelou à "contenção" e à "retoma rápida do processo eleitoral". A nível regional, as atenções também estão viradas para o Burundi cuja situação vai ser analisada esta sexta-feira em Luanda no quadro da cimeira dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Região dos Grandes Lagos, em preparaçao da Cimeira dos Chefes dessa mesma regiao na próxima semana.

Na óptica de Agostinho Zacarias, coordenador do sistema das Nações Unidas e representante residente do PNUD em Bujumbura existe um risco de conflito no país.

Agostinho Zacarias, coordenador do sistema das naçoes unidas e representante residente do PNUD em Bujumbura 14/05/2015 Ouvir

 

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