Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 15/10 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 15/10 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 15/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 14/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 14/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 14/10 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 14/10 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 14/10 09h36 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
África

Em África, há cada vez mais crianças a trabalhar

media Crianças senegalesas na colheita do amendoim na região de Kaolack, em 2007. (Photo: AFP)

Esta segunda-feira, 10 de Maio, tem início a Conferência Mundial de Haia sobre o trabalho infantil. Durante dois dias, organizações de empregadores, de trabalhadores e ONGs vão discutir sob a égide da UNICEF e do BIT, Bureau Internacional do Trabalho.

Esta conferência será uma oportunidade para apresentar o novo relatório divulgado este fim de semana pelo BIT que dá por título "Acelerar a ação para o trabalho infantil", um documento que chama a atenção, em particular, para o caso da África subsariana onde há cada vez mais crianças a trabalhar.

A África subsariana é atualmente a única região do mundo onde o número de crianças que trabalham aumentou. Em 2004, 49 milhões de crianças, com idades compreendidas entre os 5 e os 14 anos, trabalhavam. Quatro anos mais tarde, em 2008 eram mais 10 milhões. A região distingue-se também pelo número de crianças que sofrem as piores formas de trabalho. São 15% na África subsariana a trabalhar em condições prejudiciais à sua saúde.

A OIT, a Organização Internacional do Trabalho, explica esta evolução, em primeiro lugar, pela não escolarização das crianças. Outra explicação : os conflitos que assolam a região ou ainda o vírus da SIDA. O relatório mostra que, efetivamente, 12 milhões de crianças na África subsariana são órfãos do VIH. Entregues a si mesmos, são muitas vezes levados a trabalhar como domésticos em casas de famílias abastadas.

O novo relatório da OIT é perentório : se esta tendência continuar, vai ser impossível atingir o objetivo de 2016 ou seja, erradicar as piores formas do trabalho das crianças. Inverter esta tendência, é pois o objetivo do roteiro previsto para ser redigido na conferência de Haia.

A RFI ouviu Helena Gubernatis, Assessora de informação do comité da UNICEF em Portugal sobre o trabalho infantil.

Cristiana Soares ouviu Helena Gubernatis 10/05/2010 Ouvir

 

 
O tempo de conexão expirou.