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África

Com a Unicef na província do Huíla, no sul de Angola

media RFI/Nicolas Champeaux

Terminamos esta série de reportagens em Angola, país onde a taxa de mortalidade é semelhante à da Serra Leoa, mesmo com um rendimento mínimo por habitante oito vezes superior, graças aos recursos petrolíferos do país. O governo angolano aumentou as despesas de saúde, agora cobrem 8% do orçamento de Estado. Mas a taxa de mortalidade mantém-se elevada : duzentas em cada em mil crianças morrem antes dos cinco anos de idade.
 

Reportagem de Nicolas Champeaux com as equipas da Unicef na província do Huila, no sul de Angola. 

No novo centro de saúde de Lubango, dezenas de mulheres esperam pelo kit de ajuda médica. Este cobre a consulta, o peso e a administração de vacinas às crianças, as mães regressam a casa com uma rede mosquiteira. 

O abastecimento de redes mosquiteiras custa três vezes mais em Angola do que em qualquer outro lugar em África. Koen Vanormelingen é o representante da Unicef em Angola : «Por vezes são necessários dois meses antes que o barco consiga atracar, o despacho alfandegário demora dois meses a mais, o transporte custa cinco mil dólares por contentor, tudo isso acumulado torna os custos de operação extremamente elevados».

Os novos centros de saúde são vítimas do seu sucesso. Num outro centro, em Matala, a três horas de carro de Lubango, uma centena de jovens mães esperam para ser atendidas desde o nascer do dia. Consequência da longa guerra civil, Angola tem falta de pessoal qualificado, constata Koen Vanormelingen : «Durante 27 anos apenas 30% das crianças foram à escola. Resultado : hoje em dia quatro a cinco milhões de pessoas não têm comptências . É este o principal problema de Angola. Deve saber-se pelo menos ler, escrever e calcular para poder receber uma formação de base em enfermagem».

No contexto dos acordos com Havana em Angola trabalham 650 médicos cubanos. Aqui, em Matala, há apenas um médico para uma população de 200 000 habitantes. É um médico russo que vê cinquenta pacientes por dia. «Eu despacho o trabalho de cinco pessoas», explica, fatalista, o doutor Adjar Nuretdinov .

A China colabora igualmente com Angola. Concedeu importantes empréstimos ao país mas, em troca, Angola deve recrutar as empresas chinesas. O hospital de Matala foi, por conseguinte, construído por pedreiros chineses. É um belo empreendimento que vai acolher 77 camas e vários aparelhos de radiologia, chineses também. Mas é uma concha vazia : 240 agentes administrativos e médicos são necessários para o funcionamento do hospital, mas a província não dispõe mais do que quarenta. Daí a preocupação de Brogitta Long, uma ginecologista finlandesa que vem, todos os anos, dar uma mão às equipas nos centros de saúde da região: «O problema é que os chineses construíram num ano este hospital, mas para formar o pessoal, serão ainda necessários cinco, dez anos, talvez mais. E um edifício bonito, sem pessoal médico, não é um hospital!”

 

 
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